Não tenho tido coração, mente ou espírito para escrever.
Hoje sou um casulo que rumina letras rumo à prova do dia 17. Sou uma mistura de dez livros lidos ao mesmo tempo. Um processo silencioso que tenta arrancar de si escombros que sugiram que sou gente e não apenas um simulacro.
Não. Não estou triste. Apreensiva e ocupada. Um quê que liquidifica emoções.
Diria que até há algo de zen em minha felicidade silenciosa e introspectiva. Um quê de irritabilidade diante de cobranças que me soam desnecessárias. Neste contexto, agradeço à Karol, poderoso contraponto em um contexto produtivista em demasia.
Ah! Este texto parece uma daquelas cartas psicografadas em que o morto escritor diz no final o nome das pessoas que quer agradecer, como forma de atestar a legitimidade da autoria mediúnica.
Mas, enfim ao Indisciplinador de Sentimentos apenas sorrio e desconverso. Vou viver. Vou ler. Escrevo, logo existo.




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